terça-feira, 26 de maio de 2026

Jogos e formação docente: um novo olhar sobre a ludicidade

Olá, queridos leitores do blog!

Gostaria de compartilhar um pouco do que aconteceu na aula de ontem (25/05). A aula de Tecnologias Digitais no Ensino foi tomada pelos jogos! Esse PBL foi iniciado por mim e pelo meu colega Diogo. Como atividade de sistematização, pensamos na produção de um jogo analógico ou híbrido, e foi muito interessante observar como os colegas se entregaram à proposta. Em cada jogo, consegui perceber a dedicação, a criatividade e a compreensão de cada grupo sobre o tema trabalhado.

Momento de apresentação dos jogos 

Esse PBL me trouxe um novo olhar sobre a ludicidade. Na graduação, ouvimos falas tão engessadas como: “eu utilizo estratégias lúdicas na minha aula” ou “vamos deixar a parte lúdica para depois”. Muitas vezes, a ludicidade é vista apenas como um recurso ou como algo puramente infantil. Quando falamos em ludicidade, as pessoas logo remetem às brincadeiras infantis, às crianças e ao entretenimento.

Mas o texto de Luckesi (2014) desconstruiu totalmente essa visão para mim ao afirmar que a ludicidade é, sobretudo, um estado interno de bem-estar, alegria e plenitude, que pode emergir das experiências humanas mais simples às mais complexas de qualquer atividade que faça os olhos brilharem. Para o ensino, isso tem uma implicação direta: não basta inserir jogos ou dinâmicas na aula. O que realmente importa é se quem aprende está genuinamente presente e inteiro naquilo que faz. E Luckesi (2014) também é muito preciso ao apontar que esse processo começa pelo próprio educador: se ele for lúdico, sua sala também o será.

Foi muito bonito perceber, nas postagens e apresentações dos meus colegas, que eles compreenderam exatamente o que os estudos buscavam provocar em nós. Após o momento de apresentação dos jogos, o PBL tomou um formato diferente. Em vez de reunir os grupos para discussão, o professor distribuiu post-its e pediu que escrevêssemos perguntas que gostaríamos de fazer para um consultor especialista em jogos. E, à medida que íamos escrevendo, podíamos pegar um Bis. Foi um momento leve, divertido e muito importante!

Momento da discussão com o professor 

Em seguida, demos início ao PBL 11 — Formação Docente para o uso crítico e inovador de Tecnologias — no qual formulamos as seguintes perguntas:

1. De que forma os professores formadores podem contribuir para que os professores em formação consigam ir além do uso passivo das tecnologias digitais?

2. Até que ponto as concepções e práticas metodológicas dos próprios professores influenciam a visão dos licenciandos sobre a incorporação crítica das tecnologias digitais?

3. De que maneira a universidade pode estabelecer e monitorar indicadores qualitativos, além da simples mensuração do acesso aos artefatos tecnológicos, para diagnosticar as concepções dos professores formadores e avaliar a real intencionalidade pedagógica com que integram a cultura digital em suas práticas de ensino?

Momento de Discussão do grupo

A proposta da semana será elaborar, em grupo, um mapa cartográfico, e acredito que será uma experiência muito interessante!

Até a próxima postagem! 

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