Olá, queridos leitores do blog!
Hoje me peguei refletindo sobre como o tempo passou rápido, já estou na metade da disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino.
Confesso que chegar até aqui não foi fácil. Saí da graduação e ingressei diretamente no Mestrado, e essa foi a primeira disciplina que iniciei antes das demais do programa. Logo de início, senti uma quebra importante: percebi que não bastava apenas ler, era necessário problematizar, sintetizar e argumentar.
Ao longo desse percurso, foi muito significativo perceber o quanto venho me desconstruindo. Iniciei a disciplina com um determinado modo de pensar e, hoje, já me reconheço com outras perspectivas.
A disciplina tem me ajudado a compreender que conceitos não são apenas ideias prontas ou pré-concebidas; existe todo um caminho epistemológico por trás deles. As teorias precisam, sim, ser estudadas, mas também questionadas, tensionadas e ressignificadas.
No início, com o primeiro PBL, senti um grande desafio me vi um pouco perdida. Mas entendi que esse desconforto faz parte do processo de sair da zona de conforto, pois é justamente ele que nos provoca e nos faz questionar. Comecei a disciplina com uma visão mais próxima do senso comum, entendendo a tecnologia apenas como instrumento. Hoje, percebo que ela vai muito além disso. a tecnologia, compreendida para além de ferramentas, abrange saberes, práticas e recursos produzidos historicamente pela humanidade, que contribuem para intervir e transformar o meio em que vivemos. Além disso, ela atravessa as práticas e as escolhas pedagógicas, influenciando a forma como ensinamos e aprendemos, estando presente nas mediações que construímos no processo educativo.
O portfólio tem sido um grande aliado nesse processo. Por meio dele, consigo sistematizar minhas ideias e revisitar minhas produções anteriores, percebendo claramente como evoluí de respostas mais iniciais para construções mais fundamentadas e críticas.
Ao me autoavaliar, acredito que tenho me posicionado um pouco mais nas discussões em grupo do que no início, o que já representa um avanço. Ainda assim, reconheço que preciso melhorar: quero aprofundar meus questionamentos nas leituras e problematizar ainda mais.
Mas uma coisa eu tenho certeza: a Iris que iniciou a disciplina não é a mesma que chega à metade e isso é muito positivo. Significa que estou em constante construção, e é exatamente esse movimento que o Mestrado tem provocado em mim.
Para a segunda metade da disciplina, pretendo continuar me aprimorando, me dedicando ainda mais a questionar, problematizar e me posicionar. E, retomando algo dito pelo professor Fernando na primeira aula, quero seguir sendo uma nova pessoa a cada mergulho na disciplina.


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