quinta-feira, 30 de abril de 2026

Aprender interagindo: a construção de uma interface educativa

Olá, queridos leitores do meu diário, espero que estejam bem!

Hoje vou compartilhar com vocês o protótipo da minha interface digital. O processo de elaboração me fez compreender que os Ambientes Virtuais de Aprendizagem não devem ser pensados apenas como espaços estáticos e sem interação, mas como ambientes dinâmicos, que envolvem muito mais do que isso. Eles exigem análise, pesquisa e o atendimento a critérios específicos para que realmente promovam a aprendizagem.

Esse protótipo representa uma ideia inicial de como imaginei e consegui colocar em prática a construção de uma interface. No entanto, percebo que sua criação envolve muitos outros saberes e conhecimentos mais aprofundados. Para desenvolvê-lo, utilizei o Lovable, explorando prompts específicos que me ajudaram a refinar a interface e aprimorar seus elementos.

O prompt inicial para gerar meu protótipo no Chat Gpt foi:  

"Quero planejar uma atividade colaborativa para uma disciplina de graduação em Pedagogia - Alfabetização e Letramento. O objetivo é trabalhar entrada da criança na cultura escrita usando interfaces digitais em um ambiente virtual de aprendizagem.”

A ideia da atividade é promover uma aprendizagem colaborativa sobre a entrada da criança na cultura escrita, articulando teoria e prática em um ambiente virtual. A proposta parte da observação de situações reais em que crianças interagem com a escrita no cotidiano, valorizando o letramento como prática social.

A partir disso, os estudantes compartilham suas análises em um fórum, onde dialogam, trocam interpretações e constroem conhecimento coletivamente. Como desdobramento, a atividade culmina em uma produção coletiva em um mural digital, no qual os participantes sintetizam reflexões construídas ao longo das interações.

Assim, a atividade busca ir além da participação individual, promovendo a interação entre os sujeitos e a construção conjunta de sentidos sobre os processos de alfabetização e letramento.

A imagem inicial do meu protótipo foi:

Fonte: Elaborada pela autora com uso de IA Generativa - CHAT GPT


A interface do meu AVA foi feita a partir da visão de um estudante fictício e pedi para IA elaborar essa imagem identificando os fluxos e ações:

Fonte: Elaborada pela autora com uso de IA Generativa - CHAT GPT

A produção final ficou bastante interessante. Eu ainda não havia vivenciado essa experiência na prática, e esse processo tem sido muito formativo para mim. Apesar de ainda ser uma ideia inicial, com muitos aspectos a serem aprimorados, considero que foi uma experiência significativa para minha aprendizagem.

Optei pelo fórum como atividade principal, por ser um recurso muito presente na graduação, mas que, muitas vezes, não é explorado em todo o seu potencial pedagógico. Com essa proposta, busquei ampliar suas possibilidades, valorizando o diálogo, a interação entre os estudantes e a construção coletiva do conhecimento.

Convido vocês a conhecerem o Educolab meu protótipo de interface através da disciplina de Alfabetização e Letramento!

terça-feira, 28 de abril de 2026

Se permitir afetar: um dia de aprendizagens no Mestrado

Olá, queridos leitores do meu diário, espero que estejam bem!

Ontem foi dia de aula e estágio-docência no Centro de Educação. As segundas são sempre corridas para mim, porque começam bem cedinho, mas só tenho a agradecer por estar nesse lugar e por escolher continuar me dedicando à pesquisa, que não é um caminho fácil, mas que gerará contribuições.

No início da aula, fui conversar um pouco com o professor Fernando, que me deu um norte para a escrita do meu artigo, como tinha externado aqui no blog que estava com algumas dificuldades. Isso foi essencial para mim.

Escrevemos mensagens nos post-its para nós mesmos e trocamos com os colegas, e eu recebi a mensagem: "Se permitir afetar e ser afetado". Isso me tocou muito e tem muito a ver com o período em que me encontro. O mestrado, inicialmente, nos traz tantos sentimentos, e ler isso me faz perceber que precisamos levar nossas experiências, estudos e vivências, mas também permitir que nossas relações com os outros adentrem em nós.

Também voltamos a discutir sobre o último PBL, sobre dispositivos digitais no ensino-aprendizagem, que, de uma maneira mais ampla, me fez compreender de forma mais aprofundada a aprendizagem móvel, seus conceitos e suas potencialidades, o que gerou uma discussão muito importante entre meu grupo.

O professor nos instigou a pesquisar o conceito de Nomadismo Digital compreendido como a possibilidade de trabalhar remotamente com autonomia, independentemente de limitações geográficas e temporais, por meio de dispositivos conectados à internet.

Iniciamos o PBL 7 - Interfaces Digitais e Interatividade  em que vamos produzir um protótipo de interface digital na prática acredito que isso será desafiador e interessante. Andei procurando em alguns artigos o conceito de interatividade e relacioando ao PBL conforme Acosta e Dornelles (2015) a interatividade está diretamente relacionada aos estímulos oferecidos à participação do usuário. Quando o responsável por um site planeja de que forma o leitor irá interagir e organiza o ambiente digital com esse objetivo, ele já está promovendo a interatividade. Dessa forma, ela começa a ser construída antes mesmo de a interação acontecer de fato.

Em breve realizarei a postagem do protótipo da minha interface.

Até a próxima postagem!




          



domingo, 26 de abril de 2026

Entre caminhos, escolhas e aprendizagens

Olá, queridos leitores do blog! Espero que vocês estejam bem.

No diário de hoje, começo compartilhando um pouco sobre meu período de estudos sem as aulas presenciais. Durante esse tempo, mergulhei em diversas leituras com o objetivo de aprimorar minha dissertação, que envolve as produções escritas de crianças na Educação Infantil. Foi um momento de muito estudo e reflexão, buscando compreender melhor esse campo tão importante. Também aproveitei para colocar minhas postagens do blog em dia e realizar as leituras do PBL e do Estudo Dirigido. Entre as recomendações do PBL, gostei bastante do livro App-Education, pois seus capítulos trazem contribuições muito relevantes sobre a incoporação de dispositivos móveis no ensino-aprendizagem. Nesse período, confesso que também surgiram algumas dúvidas, principalmente em relação ao meu artigo. Tenho o desejo de desenvolver uma Revisão Sistemática da Literatura, mas ainda estou enfrentando dificuldades na definição dos descritores. Acredito que, com o tempo e mais estudo, conseguirei avançar nessa etapa.

Sobre o PBL 6 – Dispositivos digitais no ensino-aprendizagem, a leitura foi bastante significativa para mim. Ela me fez refletir que esses dispositivos fazem parte do nosso cotidiano e oferecem muitas possibilidades, mas também trazem desafios no contexto educacional. Não basta apenas incorporá-los; é fundamental pensar em como essa mediação acontece no processo de ensino e aprendizagem. Fico com a compreensão de que a incorporação desses recursos precisa estar pautado na intencionalidade, na interação e na interatividade, para que realmente contribua com os objetivos da aula e não apenas de forma mecânica.

Agora, de forma enigmática, trago em versos uma leitura de uma postagem da minha turma:


Começo de um dia comum,
companhia sempre por perto,
um gole quente e a cabeça
já num caminho incerto.
Aquilo que parecia pronto
                          mostrou outra dimensão                          
tudo carrega em si mesmo
um pouco de quem fez, então.

Entre coisas que conectam tudo
e promessas de facilitar,
há sempre um rumo escondido
que nem sempre dá pra notar.
E no fim fica a questão
que não dá pra evitar:
aprender é só se encaixar
ou é também transformar?












quarta-feira, 22 de abril de 2026

Dispositivos digitais no ensino-aprendizagem: aprendendo a partir do PBL

Olá, queridos leitores do blog!

Depois de uma semana afastada por conta de uma virose, estou de volta. Não foi um período fácil, mas fico feliz em retomar as atividades por aqui.

Hoje compartilho com vocês um vídeo sobre o Problema 6 – Dispositivos digitais no ensino-aprendizagem, no qual respondo algumas questões importantes relacionadas ao tema e reflito sobre a incorporação das tecnologias na educação.

Para a produção do vídeo, utilizei a câmera do celular, busquei um ambiente mais silencioso para garantir melhor qualidade de áudio e realizei as edições antes de publicá-lo no YouTube.

A produção de vídeos no ensino é importante porque torna o aluno protagonista da aprendizagem, deixando de ser apenas consumidor para produzir conhecimento.

Ela desenvolve competências como comunicação, criatividade e pensamento crítico, além de aumentar o engajamento por estar ligada à cultura digital dos estudantes.

Também estimula a autonomia e pode favorecer o trabalho colaborativo.

Assim, produzir vídeos contribui para uma aprendizagem mais significativa, dinâmica e conectada com a realidade.



Estudo dirigido: reflexões sobre tecnologia, inteligência e educação

Ao realizar as leituras de Álvaro Vieira Pinto (2005) e Pierre Lévy (1993), torna-se evidente que ambos os autores, ainda que situados em contextos distintos, convergem na recusa de uma visão ingênua da tecnologia como algo neutro ou meramente instrumental. Pelo contrário, suas reflexões apontam para a compreensão da técnica como elemento constitutivo da experiência humana, profundamente imbricado com o modo como os sujeitos pensam, produzem e se relacionam.

Vieira Pinto (2005) desmonta a ideia de neutralidade tecnológica ao evidenciar que toda técnica é produzida em condições concretas e, portanto, carrega intencionalidades. A tecnologia não é universal nem atemporal; ao contrário, ela emerge de contextos específicos e reflete interesses sociais determinados. A técnica, nesse sentido, é inseparável do trabalho humano acumulado, o que implica reconhecer que cada artefato técnico é, simultaneamente, produto e produtor de relações sociais.

Essa compreensão pode ser aprofundada quando articulada às contribuições de Pierre Lévy (1993), para quem as tecnologias não apenas resultam de processos históricos, mas também reorganizam as dinâmicas do conhecimento. Assim, se em Vieira Pinto (2005) a tecnologia é expressão do trabalho humano, em Lévy (1993) ela também atua como elemento que reconfigura as formas de pensamento, indicando que sua dimensão histórica está intrinsecamente ligada à sua capacidade de transformação cognitiva.

Essa perspectiva desloca a tecnologia de uma visão instrumental para uma compreensão ontológica e histórica: ela não apenas serve ao ser humano, mas participa da constituição do próprio mundo humano e das formas de conhecer esse mundo.

Ao avançar nessa análise, Vieira Pinto evidencia que a tecnologia também atua na formação da consciência. A apropriação (ou não) dos meios técnicos interfere diretamente na capacidade dos sujeitos de compreender e transformar a realidade. Desse modo, quando apropriada de forma crítica, a tecnologia pode ampliar a autonomia e a consciência histórica; quando apropriada de maneira alienada, tende a reproduzir estruturas de dominação.

Associando às ideias de Pierre Lévy (1993), especialmente no que diz respeito à transformação das formas de pensar, as tecnologias reorganizam os modos de conhecer e comunicar, Lévy (1993) contribui para compreender que a própria consciência é, em parte, constituída pelas mediações técnicas disponíveis em cada contexto histórico.

Nesse sentido, a tecnologia configura-se como campo de disputa ideológica e cognitiva: ela pode tanto reforçar desigualdades quanto ampliar possibilidades de participação e produção de conhecimento.

O conceito de trabalho é o eixo estruturante dessa reflexão. Para Vieira Pinto (2005), é o trabalho que media a relação entre sujeito, técnica e realidade. A tecnologia, nesse sentido, não pode ser reduzida a um instrumento externo: ela é uma objetivação do trabalho humano.

Ao articular essa ideia com Pierre Lévy (1993), é possível compreender que as transformações nas formas de trabalho implicam também transformações nas formas de pensar. As tecnologias contemporâneas, especialmente digitais, ampliam essa relação ao integrar produção material e produção de conhecimento, evidenciando que trabalho e cognição estão cada vez mais interligados.

Assim, o trabalho não apenas produz a técnica, mas também cria as condições para novas formas de inteligência e de organização do saber.

A discussão proposta por Álvaro Vieira Pinto pode ser aprofundada a partir do diálogo com Paulo Freire (1987) e Lev Vygotsky (1991), que contribuem para compreender a tecnologia para além de uma visão instrumental. Em Pedagogia do OprimidoFreire (1987) enfatiza a importância de uma educação voltada para a construção da consciência crítica. Nessa perspectiva, o uso acrítico da tecnologia pode reforçar a passividade dos sujeitos, enquanto práticas pedagógicas dialógicas possibilitam sua apropriação como instrumento de participação, autoria e transformação social.

Já Vygotsky (1991), em A Formação Social da Mente, contribui ao compreender a aprendizagem como um processo mediado por instrumentos e signos socialmente produzidos. Assim, a tecnologia pode ser entendida como uma forma de mediação que participa da organização do pensamento e das interações sociais.

Ao articular essas perspectivas com Lévy (1993), percebe-se que as tecnologias contemporâneas não apenas mediam a aprendizagem, mas também reorganizam as formas de pensar e conhecer. Dessa forma, em diálogo com Vieira Pinto (2005), a tecnologia se revela como elemento constitutivo das relações entre sujeito, conhecimento e sociedade.

Acerca da aprendizagem, Vieira Pinto (2005) propõe uma concepção de aprendizagem que ultrapassa a ideia de aquisição de conteúdos. Aprender, para o autor, é transformar a relação do sujeito com o mundo por meio do trabalho e da técnica. Trata-se de um processo ativo, no qual o conhecimento se constrói na prática e na interação com a realidade.

Essa concepção se fortalece quando articulada a Vygotsky (1981), ao evidenciar que essa transformação ocorre por meio de mediações sociais e culturais, e a Pierre Lévy (1993), ao reconhecer que as tecnologias contemporâneas ampliam essas mediações, reorganizando as formas de aprender, comunicar e produzir conhecimento. Assim, a aprendizagem não se reduz à assimilação de conteúdos, mas configura-se como um processo de transformação mediado, no qual técnica, linguagem e interação social se entrelaçam.

As implicações dessa articulação são significativas para a educação. Em primeiro lugar, exige-se a superação de uma visão instrumental das tecnologias educacionais. Não basta incorporá-las à prática pedagógica; é necessário compreender seu papel na transformação das formas de pensar e aprender.

Em segundo lugar, a aprendizagem deve ser concebida como processo ativo, crítico e situado, no qual os sujeitos se apropriam das tecnologias de forma consciente e reflexiva principalmente no cenário atual.

Por fim, a educação contemporânea é desafiada a formar sujeitos capazes não apenas de utilizar tecnologias, mas de compreendê-las em sua dimensão histórica, social e política, assumindo uma postura crítica diante de suas possibilidades e limites.

O estudo dirigido contribuiu para me orientar com relação a construção do artigo, especialmente ao possibilitar uma reflexão sobre como a tecnologia tem sido incorporada na literatura educacional: se de forma meramente instrumental ou como elemento capaz de transformar as formas de pensar e aprender. Essa problematização será aprofundada no campo da alfabetização na Educação Infantil, considerando a articulação entre tecnologias e ludicidade como potencializadora de práticas mais significativas de aprendizagem.

Referências:

VIEIRA PINTO, Álvaro Vieira PintoO Conceito de Tecnologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. v. 1 e v. 2.

LÉVY, Pierre LévyAs Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

FREIRE, Paulo FreirePedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

VYGOTSKY, Lev VygotskyA Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.


domingo, 5 de abril de 2026

Autoavaliação: um percurso de construção no Mestrado



Olá, queridos leitores do blog!

Hoje me peguei refletindo sobre como o tempo passou rápido, já estou na metade da disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino.

Confesso que chegar até aqui não foi fácil. Saí da graduação e ingressei diretamente no Mestrado, e essa foi a primeira disciplina que iniciei antes das demais do programa. Logo de início, senti uma quebra importante: percebi que não bastava apenas ler, era necessário problematizar, sintetizar e argumentar.

Ao longo desse percurso, foi muito significativo perceber o quanto venho me desconstruindo. Iniciei a disciplina com um determinado modo de pensar e, hoje, já me reconheço com outras perspectivas.

A disciplina tem me ajudado a compreender que conceitos não são apenas ideias prontas ou pré-concebidas; existe todo um caminho epistemológico por trás deles. As teorias precisam, sim, ser estudadas, mas também questionadas, tensionadas e ressignificadas.

No início, com o primeiro PBL, senti um grande desafio me vi um pouco perdida. Mas entendi que esse desconforto faz parte do processo de sair da zona de conforto, pois é justamente ele que nos provoca e nos faz questionar. Comecei a disciplina com uma visão mais próxima do senso comum, entendendo a tecnologia apenas como instrumento. Hoje, percebo que ela vai muito além disso. a tecnologia, compreendida para além de ferramentas, abrange saberes, práticas e recursos produzidos historicamente pela humanidade, que contribuem para intervir e transformar o meio em que vivemos. Além disso, ela atravessa as práticas e as escolhas pedagógicas, influenciando a forma como ensinamos e aprendemos, estando presente nas mediações que construímos no processo educativo.

O portfólio tem sido um grande aliado nesse processo. Por meio dele, consigo sistematizar minhas ideias e revisitar minhas produções anteriores, percebendo claramente como evoluí de respostas mais iniciais para construções mais fundamentadas e críticas.

Ao me autoavaliar, acredito que tenho me posicionado um pouco mais nas discussões em grupo do que no início, o que já representa um avanço. Ainda assim, reconheço que preciso melhorar: quero aprofundar meus questionamentos nas leituras e problematizar ainda mais.

Mas uma coisa eu tenho certeza: a Iris que iniciou a disciplina não é a mesma que chega à metade e isso é muito positivo. Significa que estou em constante construção, e é exatamente esse movimento que o Mestrado tem provocado em mim.

Para a segunda metade da disciplina, pretendo continuar me aprimorando, me dedicando ainda mais a questionar, problematizar e me posicionar. E, retomando algo dito pelo professor Fernando na primeira aula, quero seguir sendo uma nova pessoa a cada mergulho na disciplina.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Linha do Tempo - Tecnologias Digitais na Educação Brasileira: Percursos, Limites e Possibilidades

Dando continuidade às discussões da disciplina, iniciamos um novo PBL com foco nas Tecnologias Digitais no Ensino, especialmente em suas possibilidades e limites no contexto educacional. Esse novo momento tem me levado a refletir ainda mais sobre como as tecnologias vêm sendo incorporadas ao longo do tempo e, principalmente, sobre os desafios que ainda permanecem.

Como parte dessa atividade, construí uma linha do tempo argumentativa, na qual busquei organizar historicamente os principais marcos das tecnologias digitais no ensino no Brasil, destacando não apenas o que foi proposto em cada período, mas também os limites que se repetem ao longo dos anos. Esse exercício foi muito importante para perceber que, mesmo com a presença constante desses artefatos, muitas questões como a incorporação instrumental das tecnologias e a pouca articulação com a prática pedagógica continuam presentes.

A seguir, compartilho a linha do tempo produzida, que sintetiza essas reflexões e dialoga com as leituras realizadas ao longo da atividade: 

https://padlet.com/irissantos10/tecnologias-digitais-na-educa-o-brasileira-percursos-hist-ri-l2cpuustxcdh5bn4


QR Code:



Veredito Final

Ao analisarmos a trajetória das tecnologias digitais no ensino, torna-se evidente que o principal problema não está na ausência de artefatos, mas sim na maneira como eles têm sido incorporados ao longo do tempo. Em diversos momentos, houve investimento em infraestrutura e ampliação do acesso, porém sem a devida articulação com a formação docente e com as práticas pedagógicas, o que acabou limitando o impacto dessas tecnologias na aprendizagem. Nesse sentido, é necessário que as políticas educacionais tenham uma perspectivaa para além da lógica da simples distribuição de equipamentos, pois, mais do que garantir o acesso, é também fundamental assegurar condições para que as tecnologias sejam incorporadas de maneira significativa, com continuidade, suporte institucional e integração ao contexto pedagógico. Caso contrário, tende-se à repetição de problemas já observados em experiências anteriores. 
No que se refere à formação docente, torna-se essencial superar abordagens centradas apenas na incorporação instrumental das Tecnologias Digitais. O professor precisa estar preparado para compreender o potencial pedagógico das tecnologias e utilizá-las de forma intencional no processo de ensino e aprendizagem. Tal posicionamento dialoga com Coll, Mauri e Onrubia (2010) ao enfatizar que não é a tecnologia em si que transforma a educação, mas a maneira como ela é integrada às práticas educativas. 
Em relação às práticas pedagógicas, é fundamental repensar o papel do estudante, deslocando-o de uma posição mais passiva para uma participação ativa na construção do conhecimento. Nessa perspectiva, a inclusão digital não pode ser compreendida apenas como acesso, mas como um processo que envolve apropriação crítica e aproveitamento significativo das tecnologias, conforme apontam Bonilla e Oliveira (2011).
Portanto, é fundamental compreender que não se trata apenas de incorporar ferramentas, mas de transformar a maneira de ensinar e aprender, promovendo práticas críticas, participativas e contextualizadas, que contribuam de fato para a aprendizagem dos estudantes.

Referências

COLL, C.; MAURI, T.; ONRUBIA, J. A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL, C.; MONEREO, C. (Org.). Psicologia da Educação Virtual.Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 66–93.  

VALENTE, J. A.; ALMEIDA, M. E. B. Tecnologias e educação: legado das experiências da pandemia COVID-19 para o futuro da escola. Panorama Setorial da Internet, São Paulo, ano 14, n. 2, jun. 2022. Disponível em: https://cetic.br/media/docs/publicacoes/6/20220725145804/psi-ano-14-n-2-tecnologias-digitais-tendencias-atuais-futuro-educacao.pdf.

BONILLA, M. H. S.; OLIVEIRA, P. C. S. Inclusão digital: ambiguidades em curso. In: BONILLA, Maria Helena Silveira; PRETTO, Nelson De Luca (org.). Inclusão digital: polêmica contemporânea. Salvador: EDUFBA, 2011. p. 15-36. Disponível em: https://static.scielo.org/scielobooks/qfgmr/pdf/bonilla-9788523212063.pdf.

EDUCAUSE. 2026 EDUCAUSE Students and Technology Report: steady amid change. Autores: Kristen Gay; Nicole Muscanell. [S. l.]: EDUCAUSE, 2026. Disponível em: https://www.educause.edu/.

PEDRÓ, F. Applications of Artificial Intelligence to higher education: possibilities, evidence, and challenges. IUL Research, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 61–76, 2020. DOI: 10.57568/iulres.v1i1.43. Disponível em: https://iulresearch.iuline.it/index.php/IUL-RES/article/view/43

LIVINGSTONE, V.; STRICKER, J. K. The disappearance of an unclear question. [S. l.]: UNESCO, 2024. Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/disappearance-unclear-question


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Quando o conhecimento precisa de base: Reflexões da aula do dia 30/03

 Olá, queridos leitores do blog!

O diário de hoje diz respeito aos aprendizados da aula de Tecnologias Digitais no Ensino, realizada no dia 30/03/2026.

Para iniciar a aula, fomos divididos em grupos e o professor nos propôs um desafio: construir o castelo de cartas maior e mais bonito. Venceria o grupo que conseguisse manter o maior castelo.

Eu e meu grupo tentamos muito, muito mesmo! (rs, rs, rs). Conseguimos, pelo menos, montar um primeiro andar. Essa proposta me fez refletir sobre o nosso próprio processo de escrita acadêmica. Muitas vezes começamos a desenvolver um trabalho (como quem constrói um castelo), mas, ao revisar, percebemos que as ideias não se conectam ou que as teorias não dialogam entre si e então tudo “desmorona” e precisamos construir um novo castelo.

A atividade proposta pelo professor Fernando me levou a pensar sobre a importância de uma base teórica sólida. Assim como um castelo precisa de uma estrutura firme para se sustentar, nossas pesquisas também exigem fundamentos consistentes para que possam se desenvolver de forma coerente, especialmente na construção das nossas dissertações e teses.

Durante a aula, também discutimos, em grupo, os diagramas que elaboramos anteriormente. Foi muito interessante observar como cada integrante do grupo organizou seu pensamento e estruturou suas ideias. No meu grupo, percebemos que nossas respostas estavam bastante alinhadas, o que fortaleceu ainda mais nossa compreensão sobre o tema.

Para mim, a sistematização por meio do diagrama de Ishikawa foi muito importante. Sou uma pessoa muito visual, então poder organizar e visualizar minhas ideias dessa forma contribuiu bastante para o meu processo de aprendizagem.

Nesse mesmo dia, iniciamos o PBL 5 - “Tecnologias Digitais no Ensino: Possibilidades e Limites”  e formulamos algumas hipóteses norteadoras:

  • Como as instituições de ensino superior podem equilibrar o uso de tecnologias digitais com a proteção da segurança de dados?
  • Quais teorias fundamentam o desenvolvimento do letramento digital nas instituições de ensino superior?
  • Quais caminhos podem favorecer uma integração pedagógica mais crítica e interativa das tecnologias digitais?

Tenho apreciado bastante a forma como as aulas estão sendo conduzidas. Sinto que estou aprendendo muito, e os diferentes artefatos incorporados às práticas pedagógicas têm me proporcionado diversas ideias.

Ainda nesta semana, pretendo produzir uma linha do tempo a partir das leituras realizadas. Tem sido um processo muito interessante e proveitoso.

Até o próximo diário!


Registros da Aula - (Tentando construir nosso castelo rs, rs) 

Do Primeiro Dia ao Último Encontro: Minha Trajetória na Disciplina

Olá, queridos leitores do blog! Espero que vocês estejam bem. Hoje vou escrever um pouco sobre a minha trajetória na disciplina de Tecnologi...