domingo, 5 de abril de 2026

Autoavaliação: um percurso de construção no Mestrado



Olá, queridos leitores do blog!

Hoje me peguei refletindo sobre como o tempo passou rápido, já estou na metade da disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino.

Confesso que chegar até aqui não foi fácil. Saí da graduação e ingressei diretamente no Mestrado, e essa foi a primeira disciplina que iniciei antes das demais do programa. Logo de início, senti uma quebra importante: percebi que não bastava apenas ler, era necessário problematizar, sintetizar e argumentar.

Ao longo desse percurso, foi muito significativo perceber o quanto venho me desconstruindo. Iniciei a disciplina com um determinado modo de pensar e, hoje, já me reconheço com outras perspectivas.

A disciplina tem me ajudado a compreender que conceitos não são apenas ideias prontas ou pré-concebidas; existe todo um caminho epistemológico por trás deles. As teorias precisam, sim, ser estudadas, mas também questionadas, tensionadas e ressignificadas.

No início, com o primeiro PBL, senti um grande desafio me vi um pouco perdida. Mas entendi que esse desconforto faz parte do processo de sair da zona de conforto, pois é justamente ele que nos provoca e nos faz questionar. Comecei a disciplina com uma visão mais próxima do senso comum, entendendo a tecnologia apenas como instrumento. Hoje, percebo que ela vai muito além disso. a tecnologia, compreendida para além de ferramentas, abrange saberes, práticas e recursos produzidos historicamente pela humanidade, que contribuem para intervir e transformar o meio em que vivemos. Além disso, ela atravessa as práticas e as escolhas pedagógicas, influenciando a forma como ensinamos e aprendemos, estando presente nas mediações que construímos no processo educativo.

O portfólio tem sido um grande aliado nesse processo. Por meio dele, consigo sistematizar minhas ideias e revisitar minhas produções anteriores, percebendo claramente como evoluí de respostas mais iniciais para construções mais fundamentadas e críticas.

Ao me autoavaliar, acredito que tenho me posicionado um pouco mais nas discussões em grupo do que no início, o que já representa um avanço. Ainda assim, reconheço que preciso melhorar: quero aprofundar meus questionamentos nas leituras e problematizar ainda mais.

Mas uma coisa eu tenho certeza: a Iris que iniciou a disciplina não é a mesma que chega à metade e isso é muito positivo. Significa que estou em constante construção, e é exatamente esse movimento que o Mestrado tem provocado em mim.

Para a segunda metade da disciplina, pretendo continuar me aprimorando, me dedicando ainda mais a questionar, problematizar e me posicionar. E, retomando algo dito pelo professor Fernando na primeira aula, quero seguir sendo uma nova pessoa a cada mergulho na disciplina.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Linha do Tempo - Tecnologias Digitais na Educação Brasileira: Percursos, Limites e Possibilidades

Dando continuidade às discussões da disciplina, iniciamos um novo PBL com foco nas Tecnologias Digitais no Ensino, especialmente em suas possibilidades e limites no contexto educacional. Esse novo momento tem me levado a refletir ainda mais sobre como as tecnologias vêm sendo incorporadas ao longo do tempo e, principalmente, sobre os desafios que ainda permanecem.

Como parte dessa atividade, construí uma linha do tempo argumentativa, na qual busquei organizar historicamente os principais marcos das tecnologias digitais no ensino no Brasil, destacando não apenas o que foi proposto em cada período, mas também os limites que se repetem ao longo dos anos. Esse exercício foi muito importante para perceber que, mesmo com a presença constante desses artefatos, muitas questões como a incorporação instrumental das tecnologias e a pouca articulação com a prática pedagógica continuam presentes.

A seguir, compartilho a linha do tempo produzida, que sintetiza essas reflexões e dialoga com as leituras realizadas ao longo da atividade: 

https://padlet.com/irissantos10/tecnologias-digitais-na-educa-o-brasileira-percursos-hist-ri-l2cpuustxcdh5bn4


QR Code:



Veredito Final

Ao analisarmos a trajetória das tecnologias digitais no ensino, torna-se evidente que o principal problema não está na ausência de artefatos, mas sim na maneira como eles têm sido incorporados ao longo do tempo. Em diversos momentos, houve investimento em infraestrutura e ampliação do acesso, porém sem a devida articulação com a formação docente e com as práticas pedagógicas, o que acabou limitando o impacto dessas tecnologias na aprendizagem. Nesse sentido, é necessário que as políticas educacionais tenham uma perspectivaa para além da lógica da simples distribuição de equipamentos, pois, mais do que garantir o acesso, é também fundamental assegurar condições para que as tecnologias sejam incorporadas de maneira significativa, com continuidade, suporte institucional e integração ao contexto pedagógico. Caso contrário, tende-se à repetição de problemas já observados em experiências anteriores. 
No que se refere à formação docente, torna-se essencial superar abordagens centradas apenas na incorporação instrumental das Tecnologias Digitais. O professor precisa estar preparado para compreender o potencial pedagógico das tecnologias e utilizá-las de forma intencional no processo de ensino e aprendizagem. Tal posicionamento dialoga com Coll, Mauri e Onrubia (2010) ao enfatizar que não é a tecnologia em si que transforma a educação, mas a maneira como ela é integrada às práticas educativas. 
Em relação às práticas pedagógicas, é fundamental repensar o papel do estudante, deslocando-o de uma posição mais passiva para uma participação ativa na construção do conhecimento. Nessa perspectiva, a inclusão digital não pode ser compreendida apenas como acesso, mas como um processo que envolve apropriação crítica e aproveitamento significativo das tecnologias, conforme apontam Bonilla e Oliveira (2011).
Portanto, é fundamental compreender que não se trata apenas de incorporar ferramentas, mas de transformar a maneira de ensinar e aprender, promovendo práticas críticas, participativas e contextualizadas, que contribuam de fato para a aprendizagem dos estudantes.

Referências

COLL, C.; MAURI, T.; ONRUBIA, J. A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL, C.; MONEREO, C. (Org.). Psicologia da Educação Virtual.Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 66–93.  

VALENTE, J. A.; ALMEIDA, M. E. B. Tecnologias e educação: legado das experiências da pandemia COVID-19 para o futuro da escola. Panorama Setorial da Internet, São Paulo, ano 14, n. 2, jun. 2022. Disponível em: https://cetic.br/media/docs/publicacoes/6/20220725145804/psi-ano-14-n-2-tecnologias-digitais-tendencias-atuais-futuro-educacao.pdf.

BONILLA, M. H. S.; OLIVEIRA, P. C. S. Inclusão digital: ambiguidades em curso. In: BONILLA, Maria Helena Silveira; PRETTO, Nelson De Luca (org.). Inclusão digital: polêmica contemporânea. Salvador: EDUFBA, 2011. p. 15-36. Disponível em: https://static.scielo.org/scielobooks/qfgmr/pdf/bonilla-9788523212063.pdf.

EDUCAUSE. 2026 EDUCAUSE Students and Technology Report: steady amid change. Autores: Kristen Gay; Nicole Muscanell. [S. l.]: EDUCAUSE, 2026. Disponível em: https://www.educause.edu/.

PEDRÓ, F. Applications of Artificial Intelligence to higher education: possibilities, evidence, and challenges. IUL Research, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 61–76, 2020. DOI: 10.57568/iulres.v1i1.43. Disponível em: https://iulresearch.iuline.it/index.php/IUL-RES/article/view/43

LIVINGSTONE, V.; STRICKER, J. K. The disappearance of an unclear question. [S. l.]: UNESCO, 2024. Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/disappearance-unclear-question


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Quando o conhecimento precisa de base: Reflexões da aula do dia 30/03

 Olá, queridos leitores do blog!

O diário de hoje diz respeito aos aprendizados da aula de Tecnologias Digitais no Ensino, realizada no dia 30/03/2026.

Para iniciar a aula, fomos divididos em grupos e o professor nos propôs um desafio: construir o castelo de cartas maior e mais bonito. Venceria o grupo que conseguisse manter o maior castelo.

Eu e meu grupo tentamos muito, muito mesmo! (rs, rs, rs). Conseguimos, pelo menos, montar um primeiro andar. Essa proposta me fez refletir sobre o nosso próprio processo de escrita acadêmica. Muitas vezes começamos a desenvolver um trabalho (como quem constrói um castelo), mas, ao revisar, percebemos que as ideias não se conectam ou que as teorias não dialogam entre si e então tudo “desmorona” e precisamos construir um novo castelo.

A atividade proposta pelo professor Fernando me levou a pensar sobre a importância de uma base teórica sólida. Assim como um castelo precisa de uma estrutura firme para se sustentar, nossas pesquisas também exigem fundamentos consistentes para que possam se desenvolver de forma coerente, especialmente na construção das nossas dissertações e teses.

Durante a aula, também discutimos, em grupo, os diagramas que elaboramos anteriormente. Foi muito interessante observar como cada integrante do grupo organizou seu pensamento e estruturou suas ideias. No meu grupo, percebemos que nossas respostas estavam bastante alinhadas, o que fortaleceu ainda mais nossa compreensão sobre o tema.

Para mim, a sistematização por meio do diagrama de Ishikawa foi muito importante. Sou uma pessoa muito visual, então poder organizar e visualizar minhas ideias dessa forma contribuiu bastante para o meu processo de aprendizagem.

Nesse mesmo dia, iniciamos o PBL 5 - “Tecnologias Digitais no Ensino: Possibilidades e Limites”  e formulamos algumas hipóteses norteadoras:

  • Como as instituições de ensino superior podem equilibrar o uso de tecnologias digitais com a proteção da segurança de dados?
  • Quais teorias fundamentam o desenvolvimento do letramento digital nas instituições de ensino superior?
  • Quais caminhos podem favorecer uma integração pedagógica mais crítica e interativa das tecnologias digitais?

Tenho apreciado bastante a forma como as aulas estão sendo conduzidas. Sinto que estou aprendendo muito, e os diferentes artefatos incorporados às práticas pedagógicas têm me proporcionado diversas ideias.

Ainda nesta semana, pretendo produzir uma linha do tempo a partir das leituras realizadas. Tem sido um processo muito interessante e proveitoso.

Até o próximo diário!


Registros da Aula - (Tentando construir nosso castelo rs, rs) 

Autoavaliação: um percurso de construção no Mestrado

Olá, queridos leitores do blog! Hoje me peguei refletindo sobre como o tempo passou rápido, já estou na metade da disciplina de Tecnologias...