terça-feira, 17 de março de 2026

Inovar não é só usar tecnologia: reflexões em sala de aula


No dia 16/03/2026 foi realizada a terceira aula da disciplina Tecnologias Digitais, uma aula muito proveitosa, em que desta vez demos continuidade à 3ª etapa do PBL sobre Inovação Educacional e Tecnologias Digitais.

Após a leitura e o aprofundamento, eu e meu grupo discutimos bastante sobre o tema, e isso me fez refletir sobre como, ao nos depararmos inicialmente com um problema, surgem muitos questionamentos. No entanto, à medida que nos aprofundamos, retornamos a ele com novas perspectivas, novos conceitos e um olhar mais crítico.

Nessa aula, e a partir dos meus estudos, compreendi que o conceito de inovação vai muito além da utilização de ferramentas digitais. Na educação, inovar significa promover transformações significativas nas práticas pedagógicas, nas relações de ensino e aprendizagem e nos modos de produzir conhecimento. Ou seja, retomando o vídeo “Tecnologia ou Metodologia? apresentado pelo professor, não adianta inserir ferramentas digitais na aula se a prática continua mecanizada e tradicional.

Também aprendi, com base nos autores estudados, que a definição do que é ou não inovação educacional passa pelos diferentes atores envolvidos: gestores, estudantes e docentes. Além disso, para que as tecnologias digitais contribuam efetivamente para a inovação, é necessário haver apoio institucional, práticas pedagógicas reflexivas e uma cultura de colaboração e mudança.

Em seguida, avançamos para a etapa 1 do Problema 3, que aborda a informatização da sociedade e os novos paradigmas sociais na educação. Alguns conceitos me inquietaram e despertaram o desejo de aprofundamento, como “informatização”, “digitalização”, “dataficação” e “plataformização”. Discutimos alguns desses termos em grupo e elaboramos perguntas sobre o que gostaríamos de compreender melhor. Espero retornar na próxima aula, após o aprofundamento teórico, com esses conceitos mais bem construídos e com possíveis respostas para o problema.

Um ponto importante que venho percebendo desde a primeira aula é o quanto tenho me desconstruído em relação a conceitos que, para mim, pareciam simples. Hoje, consigo enxergá-los a partir de uma perspectiva mais crítica e epistemológica. Esse processo tem me mostrado a importância de sermos sempre questionadores e curiosos diante de tudo o que lemos e ouvimos.

Um comentário:

  1. sua inquietação diante de conceitos como informatização, digitalização, dataficação e plataformização é um aspecto muito positivo, pois indica uma postura investigativa e crítica. Esse movimento de questionamento é essencial para uma compreensão mais aprofundada das transformações contemporâneas na educação.
    Diante dessa compreensão mais crítica de inovação, como você diferenciaria, na prática, uma aula que apenas utiliza tecnologias digitais de uma aula que realmente promove inovação educacional?

    ResponderExcluir

Autoavaliação: um percurso de construção no Mestrado

Olá, queridos leitores do blog! Hoje me peguei refletindo sobre como o tempo passou rápido, já estou na metade da disciplina de Tecnologias...