sexta-feira, 6 de março de 2026

Entre expectativas e reflexões: a primeira aula


No dia 02/03/2026, após uma manhã muito proveitosa em meu primeiro dia de Estágio Docência na disciplina de Alfabetização e Letramento do curso de Pedagogia, fui à tarde para a minha primeira aula do Mestrado em Educação. Confesso que estava muito apreensiva, apesar de já conhecer o professor, mas o novo, na maioria das vezes, nos causa um pouco de ansiedade diante do que está por vir.

A aula iniciou com uma dinâmica de apresentação muito interessante, em que cada um se apresentava e, em seguida, escolhia outro colega. Estou em uma turma de doutorandos e mestrandos, alguns com muitas experiências, e eu estou continuando o caminho que construí na graduação. Espero aprender bastante com todos eles e também com o professor Fernando.

Após essa dinâmica, o professor fez outra em que nos separamos em grupos a partir de categorias que ele ia propondo, de modo que a gente circulasse e conhecesse todos da turma. Em seguida, o professor foi nos apresentando a disciplina e falou que iríamos trabalhar com a metodologia PBL. Fiquei muito curiosa, pois já tinha lido sobre, mas não sabia como era na prática, e ele disse que iríamos aprender justamente praticando.

De fato, nossa primeira atividade em grupo foi discutir um problema intitulado “O que é a tecnologia?”. Sentamos e debatemos bastante durante cerca de uma hora.

O que me surpreendeu desde o primeiro dia de aula é que essa disciplina está desconstruindo um olhar que eu tinha sobre a tecnologia. Às vezes estamos tão inertes, tão imersos, que não percebemos e apenas reproduzimos os mesmos pensamentos, entendendo a tecnologia apenas como ferramenta, como equipamento, entre outras coisas.

Algo que vou guardar para mim da aula do dia 02/03/2026 foi a frase que o professor disse antes de irmos embora: “Segunda vocês vão voltar com os mesmos grupos, mesmas perguntas, mas novas pessoas”. E aí me questionei internamente: novas pessoas?

Em seguida, ele falou uma frase muito conhecida: “Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontram as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou”.

Isso me fez refletir e querer voltar para todas as aulas sendo uma “nova pessoa”. Quero sair da minha zona de conforto e, principalmente, aprender. Isso levarei para minha trajetória. Desse modo, inicio a minha jornada no mestrado desejando voltar a cada encontro como uma “nova pessoa”, aberta às reflexões, aos aprendizados e às transformações que esse caminho acadêmico pode proporcionar.

Um comentário:

  1. Iris, seu relato transmite muito bem a mistura de expectativa, curiosidade e abertura que costuma marcar o início do mestrado. É muito interessante perceber como você identifica, logo na primeira aula, um movimento de desconstrução do olhar sobre tecnologia, reconhecendo que muitas vezes a reduzimos apenas a ferramentas ou equipamentos. Sua reflexão sobre “voltar como uma nova pessoa” a cada encontro revela uma postura formativa muito potente, especialmente na pós-graduação, onde aprender também significa revisitar ideias, questionar certezas e permitir que novas compreensões transformem nossa forma de pensar e pesquisar.
    Para ampliar ainda mais essa experiência, vale a pena visitar também os blogs dos colegas e comentar as reflexões deles, observando como cada um interpretou a mesma aula e os mesmos conceitos. Esse diálogo pode enriquecer seu próprio processo de aprendizagem e fortalecer essa rede de troca que está se formando na disciplina.
    E deixo uma provocação para suas próximas leituras e reflexões: se cada aula pode nos transformar em “novas pessoas”, como essas transformações podem influenciar não apenas sua aprendizagem no mestrado, mas também a forma como você compreende e utiliza as tecnologias nos processos de alfabetização e letramento?

    ResponderExcluir

Autoavaliação: um percurso de construção no Mestrado

Olá, queridos leitores do blog! Hoje me peguei refletindo sobre como o tempo passou rápido, já estou na metade da disciplina de Tecnologias...